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08/01/2009 20:54
Filiação
Ele aprendera a olhar fundo; resquícios do pai, versava cada gesto que encontrava ao redor, minúcia tamanha que nem de vagar não era. Era por pura e urgente pressa de apreender o sido antes que lhe escapulisse por sobre memória. Interpelava tudo, e não lhe receava a pergunta ao que é, o fundo do tudo; natureza, fundamento. Palavra às vezes não lhe aquietava já, era um trabalho de intraduzível e rudimentar encaixe, tijolo tijolo, forma e coisa, signo, som, sentido. Até tudo se juntar e se dizer em júbilo um ahh, que desmancha o construto.
Mas olhava fundo e esses olhos eram do pai. Atravessava o inquirido e desbancava o jargão. Fugidiamente diferenciava o bem mal, o mal em bem, as formas líquidas das coisas fluidas que se enxertavam no sólido. Era assim também, molee benevolente com as formas; o barro. Massa que desforme reformava vida, e assim o era. Dentre as fantasias do Ser da sombra o interjogo de luzes e focos a rondar, é som agudo todo cor e olhar e se apreende assim todo ainda coisa no meio delas. Ri consolando-se - longo é o caminho da verdade para se voltar a evidência de se estar ali e ser isso que é sem se por diante. Essa coisa de se colocar diante às formas, regular forma de sujeito verbo objeto. Assim será aquele que fez o que fez a alguma coisa, e não é nada disso, pois que isso é só, esse prazer, essa dor, esse riso, esse gozo, esse... ai... esse ai. Então tudo é ritmo, chic chic chic chic. Molestar o Som. Chocalho. E os animais em forma giram em torno do olhar circulante, em rotação universal com as coisas. És todo certeza quando vê. Pega o pedaço de fita que o liga ao cenário do mundo, ond etem lugar ainda em todo especial sonho que fulgura na mente de uem olha, imagina o teor das faces, a fulgura dos olhos e o arredondar dos lábios, mistério da voz, e de cor das pupilas. A mão acaricia um pedaço do que nem foi ainda no em torno do que ama e sai.
Olhas profundo e o olho é paterno. Alucina diante a si mesmo o tanto que não foi ainda e virá. Os olhos penetram dentro do ventre da mulhermãe, pari a forma definitiva do filho que vai nascer. O instante todo é Pai, tecendo encontro parte de si em si mesmo no entre das cenas. A chegada filho anuncia o que virá. Criatura da criação física enrodeada em imaginação é volta a si que do si era e ainda não. A terra aqui se aquece em coração para a chegada de seu Mundo.
enviada por Gustavo Alvarenga
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