Cotidianos

21/03/2005 17:54

Da Distancia.

Você é de Lua,
Cresce, cheia, mingua, nova.
Cresce Nova
Mingua Cheia.
Cumpre seu ciclo benevolente
Enquanto eu Terra giro, giro,
E te vejo girar em torno a mim
Nessa sempre ante-perspectiva.

É que enquanto cheia seu brilho me cega.
Enquanto mingua sofro o seu desaparecer.
E se se renova e some no espaço sideral
Deixa-me como consolo o brilho reluzente das estrelas
Mas a sempre certeza de te ver crescendo novamente em meu céu.

Sou teu eterno amante a mirar teu giro
Tentando a custo não perder tua vista.
Que me resta nesses tempos é esperar o inverno.
Que do céu se dissipem essas nuvens chuvas.
E do frio possa te ver sempre e sempre, em céu claro

Amargura-me a saudade.
Sou sim esse a te observar,
Da sala de visitas te fito longe.
Da serra do curral parece-me eqüidistante.
No entanto separam-nos
At, Ions e outras feras.

Não sei se supro essa distancia
Talvez aumentando minha gravidade
Ou me dissipo do sol e todavia por toda vida.
Serei seu eterno cometa radiante. a te perseguir.

Não, não, não, não.
Talvez assim eternamente,
Um se mostre ao outro e conduza a simples harmonia
De nos ver refletidos.
Que ambos possam, quando o tempo assim o permitir.
Embelezar o céu um do outro.

E a distancia seja nosso modo de nos sempre nos harmonizar
Se nos incomodar lembremos sempre
Que quando nos aproximemos meteoritos se espatifaram uns nos outros
e nos machucamos.
Miremos sempre da distância que a natureza assim nos quis.
Eternos amantes contemplativos.

enviada por Gustavo Alvarenga






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