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20/01/2005 03:39
PIMBAS: introduzindo um conceito, levantando problemas....
Epígrafe:
Muito Boa.
Introdução:
Esse texto tem como intuito.......... blá blá.blá. As pesquisas em torno desse tema....... blá blé blá. No entanto.......... blá, blá. Blá. Assim........ blá. blá. blá.
A concepção não é do autor, mas foi tecida por várias pessoas que fazem parte de seu ciclo social, pessoas importantes, interessantes, inteligentes. Tudo começou quando Netun (2004: 20:15) disse-me esse termo referindo às garçonetes da Livraria, Café, Restaurante, Bar Dançante da Travessa. Disse Netun (2004; 20:15) Hum... mais uma Pimba. Pensei a princípio que se tratava desses termos coloquiais, dentre tantos já ouvidos, para se debochar sobre a sexualidade alheia, o que me desinteressou.. Como o simpático e altivo bom jesuense não se cansava de repetir a palavra, meio que pra me provocar questão, intercalando-a entre casos de Bom Jesus e projetos de fotografia, tive que parar de fazer de entendido e perguntar, descobri que se tratava de uma sigla: Pseudo Intelectual Metido a Besta Associados. PIMBA. Achei então uma palavra que denotasse tudo aquilo que sempre pensei de tantas pessoas que freqüentam a noite belo horizontina e que até então me utilizava de vários adjetivos muitas vezes imprecisos e dúbios demais. PIMBA, resolvido o problema, a partir de hoje, serei um exímio diagnosticador de PIMBAS e cuidarei para que o conceito se difunda e que tenha seus desdobramentos. Fiquei com o PIMBA na cabeça e numa das conversas com Corrieri (2004: 11:45), ela me dizia sobre como se fantasiar de PIMBA, Bastava, segundo a autora, segundo ela, usar uma armação de óculos grossos, daqueles quadradão, cores variadas, não importa, o cabelo, de preferência estilo chanel, vestidinhos retalhados, comprados no Mundo Mix, ou quiçá no Feira Shop, e uma bolsinha estilo reciclada e pronto, estava feita uma autêntica PIMBA. Achei interessante, perspicaz a observação, dizia muito do estilo PIMBA Fiti ou PIMBA Humberto Mauro, é verdade. No entanto não bastava para categorizar todas as PIMBAS da cidade, pensei então em criar sub categorias, e nisso ajudou-me Mandetta & Torga (2005: 2:48 da matina). Certa vez no Tudão tomando umas, expus o conceito e elaborando-o logo percebi a diversidade de PIMBAS existentes, achei então que mais rigoroso seria expô-lo em subcategorias. O problema seria a partir de então pensar quais critérios poderiam ser usados para subclassificar PIMBAS. Classe social? Seria por demais preconceituoso e elitista, tá, tudo bem. Existe Pimba pobre, Pimba rica e Pimba meio quebrada (classe média), mas indiferente a isso parecem que as Pimbas não se diferem tanto pelas classes sociais, embora seja um quesito importante, sem dúvida. Mas quem disse que só existe Pimba pobre no Maletta? Não é verdade. Pimba rica pode até se fazer de mais Pimba freqüentando aquela Lameta e depois comendo no Janaína, apenas para se reiterar como Pimba autêntica. Sim. Vez ou outra, escondida vai na Cantina do Lucas, mas isso, com raras exceções. E como não dizer que Pimbas pobres completamente quebradas não deixam de ir ao Café Status, apenas tomar um café, cumprindo seu ritual de PIMBA. O leitor esperto já entendeu tudo. O critério escolhido, pelo menos no início da construção será geográfico. Isso. Pronto. Por Bairro? Sim. Mas não. Embora exista a PIMBA centrão, dificilmente se vê uma Pimba comendo no Mc Donald´s do Shopping Cidade, isso ela fazia antes de se tornar PIMBA, logo o bairro não é um bom quesito classificatório. Pimbas se movimentam, é verdade, mas há sempre um lugar onde elas aparecem em toda a sua tipicidade. Assim existe Pimba Maletta, pronto, bem destacado e preciso. Claro que no Maletta existe a Pimba Xoc, Xoc, e a Pimba Lucas, além das Pimbas punks, não, punk não é Pimba, definitivamente. Tá bom. Vejamos o que caracteriza uma Pimba maletta, hum. Antes de avançarmos seria bom esclarecermos algumas características gerais das Pimbas, coisa que didaticamente ficaria melhor no início do texto, mas... Vamos lá. Pois bem. Atentamos ao termo Pseudo, do grego psêudos: enganador, falso, mentiroso. Intelectual: sobre isso não vamos encontrar consenso. Metido: Isso mesmo, metido. Besta: é quem tá lendo isso aqui até agora, achando que o autor não é uma PIMBA. Tudo bem, muito esclarecedor. PIMBA é isso nada mais. Em termos pobres: trata-se daquelas pessoas chatas que acham que sabem tudo e ficam o tempo todo delirando com um conceito que acabaram de aprender, citando o tempo todo autores que nunca leram, repetindo aquelas frasesinhas feitas que o professor usa para se fazer compreendido por Bestas que nem eles. Ai que Bom. Tá definido. Bom. Bom. Vamos lá. Estávamos falando da PIMBA Maletta, depois trataremos da PIMBA Cafés, da PIMBA Fafich, PIMBA Letras, chatíssima, PIMBA rua da Bahia. O problema é que em todas essas categorias há ainda vários desdobramentos. Pensemos. PIMBA Café com Letras é diferente da PIMBA Status, não? Hum. PIMBA faficheira Pronto. Acho que nem dá espaço para falar de tantas PIMBAS. Não vou categorizar também a PIMBA Maletta, to de saco cheio desse texto, já to me sentindo demais PIMBA. Espero, contudo, ter alcançado o objetivo desse texto qual seja, lançar luz sobre um problema tão relevante e controverso, e que, no entanto, carece de pesquisas mais pormenorizadas que venham a corroborar com o tema em questão. Outrossim, esse artigo vem a ser de suma importância para todos os pesquisadores das áreas do saber humano, que se interessam pelo riquíssimo e vasto cenário onde se faz e refaz e perfaz o palco da vida. Pimbíssimo isso. Sensacional. Termino citando Gomes et al: (2004: 5 horas da matina): Tudo que se faz por amor é coisa de boiola.. Muito Bom isso. Nossa !!!! Tem algo mais a ser dito....
Considerações Finais:
Como um Pimba resuma todo o texto e deixe uma frase impactante no final, cite um autor fudido, mas não use clichês, seja discreto. Pegue aquelas frasesinhas apud de algum comentador, que tal?
Referencias Bibliográficas:
Abuse, mesmo que não tenha lido nada. Cite algumas coisas em Francês e em Inglês, é chique. Procure estar atualizada, mesmo assim, cite uns classicozinhos básicos, típicos. Ah cuidado para não se esquecer como se escreve Niti, cuidado. .
Adendo
Esqueça da responsabilidade social que você tem enquanto elite intelectual brasileira. Preocupe com os pequenos problemas, sua vidinha besta, seus hábitos perfeitos, suas nomenclaturas, valorize os títulos, queixe-se sempre, preocupe-se com pequenos problemas que, na vida, são notas de rodapé. Fome, Miséria, Injusta Distribuição, problemas de um país subdesenvolvido são deveras piegas para serem discutidos. Agir? Nunca. Passeatazinhas básicas de vez em quando, assine uns abaixo assinados, grite palavras de ordem e compre uma camisa do Tche, está feita.
enviada por Gustavo Alvarenga
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